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7 mitos e verdades sobre o uso de medicamentos

Posso tomar um medicamento vencido se a aparência dele estiver normal
Mito: A ingestão de um medicamento fora do prazo de validade pode não causar danos, mas também não é garantido que surtirá o efeito desejado para a saúde. “Como não existem estudos sobre os efeitos dos medicamentos após o prazo de validade, é impossível saber se eles mantêm sua eficácia e se não apresentam riscos à saúde. Portanto, o recomendável é respeitar a data limite informada na embalagem para que o uso seja feito de forma segura”, alerta Adriano.
Tomar medicamento em jejum é prejudicial ao estômago
Mito: É necessário sempre consultar um médico, farmacêutico ou ler atentamente a bula para definir o melhor horário de ingestão, pois alguns medicamentos tomados junto a alimentos têm seu efeito diminuído.
Medicamentos podem causar dependência
Verdade: Alguns tipos de medicamentos, como analgésicos do tipo opióide, ansiolíticos e antidepressivos podem causar dependência química, e a interrupção de seu uso pode provocar sintomas característicos da abstinência. Além disso, com o passar do tempo pode ocorrer uma maior tolerância do organismo às substâncias presentes no medicamento, obrigando o paciente a usar doses cada vez maiores para obter o efeito desejado. “Somente o uso com acompanhamento adequado é capaz de prevenir esses riscos, por isso a orientação de um médico ou farmacêutico é de extrema importância”, afirma Thaís.
Medicamentos fitoterápicos não têm efeitos colaterais
Mito: Os medicamentos fitoterápicos possuem suas características iguais a de outros medicamentos devendo ter os mesmo cuidados e orientações para uso. “Quando ingeridos em excesso, esses medicamentos podem causar efeitos adversos, especialmente nos rins e no fígado”, informa Adriano. Além do perigo causado pelo consumo exagerado, os fitoterápicos podem interagir com outros tipos de medicamentos, anulando sua eficácia ou provocando efeitos colaterais indesejados. “Mesmo que o medicamento seja composto por substâncias naturais, seu uso só deve ser feito com orientação”, diz o farmacêutico.
Medicamentos utilizados durante a gravidez podem afetar o feto
Verdade: As substâncias dos medicamentos podem atravessar a placenta e causar efeitos no organismo do feto, por isso é preciso muito cuidado ao se medicar durante a gravidez, seja por via oral ou pela aplicação de pomadas e cremes na pele. A ingestão de qualquer medicamento neste período deve ser feita com acompanhamento médico.
Os medicamentos não devem ser guardados no banheiro
Verdade: Os medicamentos devem ser armazenados longe do calor e da umidade, por isso o banheiro não é o local mais indicado. “O ideal é guardá-los em um armário protegido da luz e do calor – e em uma altura que impeça o alcance de crianças”, diz Thaís.
Posso interromper o tratamento assim que os sintomas desaparecerem
Mito: O fim dos sintomas não indica que a doença foi eliminada. “No caso de tratamentos com antibióticos, por exemplo, interromper o tratamento antes do prazo estipulado pelo médico pode fazer com que as bactérias se tornem mais resistentes, aumentando a infecção”, explica Adriano.
Medicamentos genéricos têm qualidade inferior
Mito: Os medicamentos genéricos têm preços menores do que os medicamentos referência, mas isso não significa que sejam menos eficientes. O motivo da diferença de preço é que os genéricos utilizam dos mesmos estudos já realizados pelo de referência, portanto não precisam investir no desenvolvimento destes medicamentos. A legislação brasileira estabelece que, para um medicamento ser registrado como genérico, é necessário que se comprove sua equivalência farmacêutica e bioequivalência (mesma eficácia e eficiência) em relação ao medicamento de referência indicado pela Anvisa.
O horário de ingestão do medicamento não faz diferença
Mito: O horário de tomada dos medicamentos deve ser respeitado pois os intervalos entre uma dose e outra devem ser cumpridos para que o tratamento funcione e não haja riscos à saúde. Se o medicamento for ingerido em intervalos maiores do que o indicado, sua eficácia diminui. Caso o intervalo seja menor do que o prescrito pelo médico, pode haver risco de intoxicação.


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