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No preço de aparelhos como Videogame, 72% é carga tributáriaNo preço de aparelhos como Videogame, 72% é carga tributária
A arrecadação de tributos junto aos potiguares cresceu 59,45% nos últimos cinco anos, considerando o somatório pago às esferas municipal, estadual, federal e à União. Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) e mostram que, somente em 2013, os norte rio-grandenses pagaram R$ 4,090 bilhões em tributos. Neste ano, de janeiro até a última sexta-feira, os valores pagos pelos contribuintes potiguares às diversas esferas de poder já tinham alcançado a casa dos R$ 900 milhões.
Para se ter uma ideia, apenas com o dinheiro que o potiguar pagou nesses três primeiros meses do ano, conforme o IBPT, seria possível comprar 33 mil carros populares. Ou 25 mil casas de 40 m². Ou 11 mil ambulâncias equipadas. Seria possível pagar 1.300 salários mínimos, ou o salário de 66 mil professores de ensino fundamental por um ano. São recursos que poderiam ser aproveitados para construir 3.100 postos de saúde equipados. Ou mais: asfaltar 776 km de estradas.
Mas de onde vem tanto dinheiro? Ao raiar de cada novo dia, o brasileiro levanta da cama e gira a torneira em busca de água (37%) para lavar o rosto e escovar os dentes. Vai à cozinha e prepara um café (16%), sem esquecer do açúcar (30%). Sai de casa, passa no posto e abastece o carro com gasolina (53%). Trabalha. Almoça (32%). Depois do expediente, toma uma cerveja (55%) com os amigos e come alguma coisa (32%). Vai para casa e dorme. “Estamos acompanhados de impostos o tempo todo”, alerta o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.
Emanuel Amaral

Cachaça
A cachaça é o produto que encabeça a lista dos itens com maior tributação, com 81,87%. Isso quer dizer que, ao comprar uma cachaça de R$ 20, por exemplo, o consumidor está pagando mais de R$ 16 apenas em tributos. O mesmo ocorre com outras bebidas e também com cigarros, sob o argumento de que, além de fazerem mal à saúde, esses produtos impactam em áreas como a saúde e a assistência social estatais, ao causarem danos à saúde de seus consumidores.


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