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CRÔNICA: POÇO DE HEGEMONIA

Poço! Neste período de dura estiagem que assola o Nordeste, sobretudo o Sertão a perfuração de poços tem sido a melhor solução ou a salvação de muita gente. Mas o vocábulo "Poço", em diversas ocasiões, é utilizado para dar nome a lugares. Por exemplo, em Goiás, existe um "de Caldas", na Paraíba, existe o "José de Moura" e o Dantas. Aqui em Riacho de Santana/RN, além do Poço, outra depressão, uma Lagoa, é designada para armazenar o material sólido e firme que completa sua denominação - Pedras! Mas é do Poço, o de Pedras que queremos falar. Até aqui muitos devem está se perguntando: O que tem haver esse negócio de denominação com futebol? No nosso caso, tudo! É que, nos últimos dois anos o Poço de Pedras tem sido "uma pedra" na chuteira dos seus oponentes. A equipe comandada por Pedro no ano de 2011 foi campeã, de forma invicta, do campeonato municipal de futebol - a Copa Paulo Barbosa, e assim permaneceu durante muito tempo.

Mas, como diz o ditado bíblico que "depois da tempestade segue-se a bonança", tudo pode levar a crer que o oposto também é verdadeiro. Depois de se manter no patamar mais elevado do futebol santanense, o Poço de Pedras participou da Copa Primo Fernandes de 2012 e, junto com a eliminação precoce logo na 1ª fase, vieram as desavenças internas. Estas discussões intrínsecas aliados a motivos extrínsecos, fizeram com que o elenco se dividisse. Pronto! Futebolisticamente falando, as "Pedras do Poço" se dividiram. Surgiam então outros questionamentos: Onde ficaram as mais fortes? Para onde foram as mais fracas? Com as dúvidas, também surgira uma "quase" certeza: A soberania do Poço de Pedras no futebol havia chegado ao fim. As rochas reunidas que formavam um corpo uno e sólido, haviam-se partido, tornando-se mais vulneráveis a "água" do outro dito popular.

Pouco depois, o time do Poço de Pedras 2, ganhara independência, e tornara-se o Independente, uma boa equipe, mas nada comparada aquela "pedreira" que era o Poço de Pedras, que por sua vez, manteve a nomenclatura representante da comunidade, assim como uma boa "estrutura rochosa", porém, para obter êxitos, sempre precisava trazer "granitos" ou mesmo "rochas grandes e firmes" de outros locais. Além disto, constantemente via-se um "pássaro noturno" voando durante o dia com as cores da equipe. Por estas e outras, havia-se a "quase" certeza descrita anteriormente. Porém, onde há um "quase" não há um "certo".

Veio então, no finalzinho de 2012, o ano em que o mundo "quase" acabou, a Copa Santanense de Futebol de Minicampo. Participando desta, as duas equipes: O Poço de Pedras, que como reforço trouxe uma pedras firme, potente e eficiente, chamada de Naldo, e o Independente, que não quis depender de "estruturas exteriores". E assim foram para a disputa. O Poço de Pedras não encontrou maiores dificuldades para passar da 1ª fase, em 1º do seu grupo. E, sejamos sinceros, nas quartas de finais e nas semi, também não. Enfim, trilhou um caminho, onde não haviam "pedras" muito resistentes para chegar a final. O Independente, por sua vez, se classificou para as quartas, na sua última partida da fase inicial, com um sofrido 00x00 com uma "pedreira" - Os Amigos. Também não encontrou "calcário" nas quartas, passando no sufoco pelo Paul. Sufocada também foi a semifinal que disputou, diante de um verdadeiro "lajeiro": O Papaléguas. Portanto, isto nos leva a crer que seu caminho até o embate final foi bem mais turbulento.

Mas, o fato é que o Poço de Pedras, mesmo dividido, estará, mais uma vez, em uma final de campeonato em Riacho de Santana. Contra quem? Ora! Contra ele mesmo! E, como reza aquele aquele outro ditado que "até as pedras se encontram", quis o destino que as Pedras deste Poço trilhassem caminhos que lhes permitissem este desfecho - pela 1ª vez se reencontrar, só que em lados opostos. Assim, aquela história de que "depois da bonança vem a tempestade", pelo menos neste caso, não se confirmou. Pelo resultado, temos que concordar que, atualmente, o Poço de Pedras detêm a hegemonia do Futebol Santanense. Afinal, contra fatos, não há argumentos!

Ah! O animal noturno a que me referi, é uma "Coruja".  

prof. Jandeilmo Cleidson  em  Esporte Santanense


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