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Ex-governadores Iberê Ferreira e Wilma de Faria são acusados de receber propina
As investigações do MPE ressaltam que o ex-governador Iberê de Souza teria recebido uma propina de R$ 1 milhão de George Olímpio, assim como teria recebido garantias de que participaria de cotas de lucro da Inspar/RN com as inspeções veiculares.
O ex-governador também teria tido influência direta na contratação emergencial fraudulenta da Planet Business, bem como do Consórcio presidido por George.
Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público Eudo Leite, Iberê de Souza recebia 15% dos lucros do Consórcio, assim como a ex-governadora Wilma de Faria.
O assessor parlamentar Lauro Maia, filho da ex-governadora, teria também recebido R$ 10 mil mensais, bem como participação nos lucros do Consórcio. Esse teria contribuído decisivamente para a celebração do convênio com a IRTDPJ/RN, bem como teria intermediado os interesses da quadrilha junto à mãe.
O suplente de senador João Faustino, segundo apurado nas investigações, exerceu função de lobista (pessoa influente) durante as negociatas em relação aos registros de contratos de financiamentos de veículos, bem como para a contratação irregular do Consórcio.
Para tal ele receberia de George Olímpio um propina mensal de R$ 10 mil, além de participação nos lucros que seriam obtidos pela Inspar/RN. Apesar de João Faustino ser suplente de José Agripino (DEM), o nome do senador democrata não foi citado nas escutas telefônicas, nem nos depoimentos das testemunhas colhidos durante a investigação do MP.
Ainda conforme o MPE, empresários como José Gilmar de Carvalho Lopes (dono da Montana Construções) e Marcus Vinícius Saldanha Procópio e Edson Cézar Cavalcante Silva financiavam as propinas que seriam repassadas à Ibere de Souza, Lauro Maia e outros. Em troca, esses receberiam cotas de lucro da Inspar/RN.
As investigações apontam ainda indícios de que a organização criminosa estaria tentando implantar fraudes semelhantes à praticadas no RN em outros estados, como Paraíba, Minas Gerais e Alagoas.
O órgão ministerial estimou que o valor obtido a partir dessas fraudes e das propinas pagas tenha gerado um prejuízo aos cofres públicos de R$ 35 milhões. Esse valor foi a base no requerimento feito para o sequestro de bens dos envolvidos, como George Olímpio e Iberê de Souza.
Entre esses bens estão imóveis, veículos, embarcações e outros. Eudo Leite destacaainda que o patrimônio financeiro de George Olímpio saltou de R$ 81 mil em 2008 para R$ 10 milhões este ano.
O promotor Eudo Leite comentou ainda que em janeiro deste ano, quando as atividades do Inspar foram suspensas, mesmo antes de começar, "o grupo tentou por várias vezes investir em representantes do governo do estado, ligados à governadora Rosalba Ciarlini, porém não teve êxito nas investidas".
O promotor disse, ainda, que deputados estaduais também foram procurados pelo grupo de George Olímpio.

Fonte: Diário de Natal


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