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População sai às ruas por água em Luís Gomes e Antônio Martins

Os moradores das cidades de Luís Gomes e Antônio Martins não estão dispostos a aguardar parados que as autoridades do Governo do Estado providenciem água. Quinta-feira, 22, houve protesto nas ruas da cidade serrana de Luís Gomes, com a participação do Ministério Público Estadual, igrejas e escolas do município. O mesmo movimento está sendo preparado para o município de Antônio Martins.
Durante a mobilização, foi enfatizado que a falta d'água em Luís Gomes está prejudicando não apenas o abastecimento, mas também interrompendo o ciclo de crescimento da economia local, através da paralisação do projeto social das hortas comunitárias (que atende a mais de 35 famílias) e, sobretudo, a construção civil, que já contabiliza significativos prejuízos com a interrupção de inúmeras obras, ocasionando desemprego para toda a população.
O prefeito Carlos José Fernandes (Dedezinho), o diretor regional da Caern, Djalma Neres, o promotor de justiça Ricardo José da Costa Silva, os vereadores Vicente Feliciano, Lindalva Batista, Maria Gerusa e Firmino Nunes, secretários da administração municipal, comerciantes e, sobretudo, o povo, que compareceram munidos de baldes, apitos, panfletos e faixas, numa tentativa de conclamar o Governo do Estado para solucionar o problema da falta d'água.
Houve concentração na Praça do Centenário. Na ocasião, o prefeito relembrou que tudo que é possível vem fazendo desde abril para solucionar o problema, sem que seja ouvido pelo Governo do Estado. "Essa luta é uma luta de todos, e todos sintam-se convidados a unir forças em prol da resolução do problema da falta d'água. Você, por exemplo, que votou em Rosalba Ciarlini, demonstre sua força junto ao Governo e também interceda nesse favor", disse Dedezinho.
Finalizando o manifesto, o secretário municipal de Educação, professor Franklin Miguel Fernandes, disse que o "fornecimento de água nas escolas, hospital e centro de saúde estaria normalizado até segunda-feira, garantindo a não interrupção dos serviços essenciais à população luis-gomense". O abastecimento, neste caso, já está sendo feito em carros-pipas que abastecem cisternas. O mesmo não acontece para irrigar as plantas em praças públicas nem obras particulares.


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